Category Archives: Dicas para fotografar crianças

Este é um conjunto de posts que fiz durante o ano de 2013 e que retomei brevemente em 2016. Nestes posts encontram dicas para fotografar crianças que vos ajudarão a obter melhores fotografias dos vossos miúdos.

São dicas sobre luz, composição entre outros truques que irão tornar as vossas fotografias mais interessantes e apelativas. 

Horizontes e linhas direitas | Dica de Fotografia

Pois é, tal como referi no último post e recordei durante esta semana no facebook, este mês as dicas de fotografia estão de volta. A minha ideia é, a partir de agora, partilhar com alguma frequência (uma vez por mês, mais coisa menos coisa) uma dica de fotografia que vos ajude a fotografar melhor a vossa família. Comecei a publicar este tipo de posts há uns anos e para quem ainda não conhece ou já não se lembra pode lê-los todos aqui.

E hoje vou falar de horizontes e outras linhas que aparecem na imagem e aos quais devemos ter atenção para evitar fotografias tortas. Para mim, este é um aspecto importante. Cada vez que vejo um horizonte inclinado numa fotografia, o movimento de rodar a cabeça para o lado é automático. Seja numa fotografia em exterior com o mar a pender para um dos lados ou mesmo em interior, com um chão inclinado por exemplo, que pode dar a sensação de que uma criança sentada vai cair para um dos lados.

E confesso que, por muita atenção que tenha, eu cometo este erro muitas vezes. Mas incomoda-me de tal maneira que, na altura de editar as fotografias, essa é a primeira coisa corrijo, já me é automático. O ideal é acertar no momento do disparo, mas nem sempre é possível pois há que disparar no instante em que determinado momento está a acontecer (seja um sorriso de uma criança, o carinho do pai ou da mãe, etc). A melhor maneira de evitar este erro é estar atento às linhas presentes no nosso campo de visão, como horizontes, portas, janelas, etc, e termos uma posição correcta quando seguramos a máquina e espreitamos pelo visor.

Neste exemplo podem ver uma fotografia propositadamente inclinada (reparem na janela).

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É uma fotografia que gosto muito, mas a sensação de plano inclinado faz-me imediatamente rodar o pescoço para compensar.

E agora, a mesma fotografia, com o horizonte corrigido.

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É um detalhe que faz muita diferença. Não é muito mais confortável?

Aqui seguem mais uns exemplos:

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No entanto, tal como todas as regras, há excepções. E algumas vezes a imagem tem um dinamismo e energia tais que o facto de o horizonte estar inclinado não tem qualquer importância e pode até fazer parte da fotografia, tal como acontece nas imagens que se seguem.

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Espero que tenham gostado e que esta dica vos seja útil. Daqui a umas semanas há mais.

Dica X: “Molduras”

Esta é mais uma técnica de composição que gosto muito de usar. Trata-se de enquadrar os fotografados com elementos que possam servir de molduras naturais. Portas, árvores, elementos desfocados são alguns exemplos que ajudam neste tipo de composição e tornam a imagem mais interessante.

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This is another composing technique that I really enjoy doing. It’s about placing our subjects surrounded by elements that can be seen as natural frames. Doors, trees, or even out-of-focus objects on the foreground can result in some cool frames and make the image much more interesting.

 

 

Dica IX: Linhas para guiar o olhar

Linhas podem ser elementos muito úteis para compor uma fotografia e guiar o olhar para onde pretendemos. A ideia é usá-las de modo que “apontem” para o nosso sujeito. Nas imagens que mostro estão alguns exemplos muito simples e outros menos óbvios, como uma parede desfocada que, à medida que fica mais nítida, guia o nosso olhar para a família que está focada; ou as sombras de árvores e própria sombra do fotografado que acabam por dar a mesma sensação. Como eu costumo dizer não há como experimentar e praticar, pois com prática tudo isto se torna intuitivo e natural.

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Dica VIII

Na maior parte das vezes em que fotografamos alguém, não é possível (ou desejável) apanhar o corpo inteiro. Nestes casos é preciso ter algum cuidado com o enquadramento, de modo a evitar a sensação de que falta algum membro à pessoa fotografada.

Para isso é de evitar enquadrar os fotografados pelas articulações. Isto é, se na borda da fotografia estiverem os joelhos, cotovelos, pulsos, pescoço, etc, a fotografia torna-se desagradável de se olhar. É estranho, mas não há nada como experimentar e cometer este erro de propósito para verificar isso mesmo. O que se deve fazer é fazer esse corte “a meio caminho” desses membros. Se queremos fazer um retrato (só rosto) deve-se incluir um pouco dos ombros e do peito e evitar cortar pelo pescoço; para um ângulo um pouco mais aberto, não cortar pelo cotovelo ou pulso, mas sim a meio do braço ou do ante-braço; e o mesmo para as pernas.

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